Brasil abate 2,4 milhões de bovinos em junho com liderança de Mato Grosso

O ritmo de abates bovinos permaneceu elevado no Brasil em junho de 2026, segundo dados do SIGSIF (Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal), do Ministério da Agricultura. O levantamento indica que os frigoríficos registrados no SIF (Serviço de Inspeção Federal) abateram 2,44 milhões de bovinos no mês em todo o país. A liderança nacional ficou com Mato Grosso, que concentrou o maior volume de animais enviados às indústrias, com 551,7 mil cabeças abatidas. Na sequência aparecem Goiás, com 301,8 mil animais, e Mato Grosso do Sul, com 286,2 mil cabeças. Entre os principais polos produtores, São Paulo ocupou a quarta posição, com 265,9 mil bovinos abatidos em junho, seguido por Rondônia, com 257,6 mil animais, e Pará, com 220,9 mil cabeças.Play Video Somados, Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul responderam por mais de 1,13 milhão de bovinos abatidos em junho, quase metade do volume nacional registrado pelo sistema federal. Apesar do ritmo elevado em nível nacional, os dados dos institutos estaduais mostram que a dinâmica da pecuária tem apresentado comportamentos diferentes entre as regiões. Enquanto Mato Grosso registra uma oferta histórica de animais para as indústrias, estados como Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul apresentam sinais de desaceleração. Mato Grosso Em Mato Grosso, principal estado produtor de carne bovina do país, o cenário é de forte atividade industrial. Segundo levantamento do IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), o estado registrou 3,65 milhões de bovinos abatidos entre janeiro e junho de 2026, alta de 3,58% em relação ao mesmo período do ano passado e o maior volume já contabilizado para um primeiro semestre. O avanço foi puxado principalmente pelos machos, em que os abates dessa categoria cresceram 13,05% na comparação anual, chegando a 1,81 milhão de animais. Já o volume de fêmeas recuou 4,26%, para 1,85 milhão de cabeças. Segundo o Imea, o movimento indica uma mudança na dinâmica do ciclo pecuário, com menor participação de matrizes no abate e maior disponibilidade de animais terminados neste momento. O instituto também aponta que a demanda internacional, especialmente da China, contribuiu para manter a disputa das indústrias pela compra de gado pronto. O Instituto Mato-Grossense destacou que a antecipação de embarques antes do preenchimento da cota tarifária chinesa aumentou a demanda por animais no primeiro semestre. Para os próximos meses, porém, o mercado deve acompanhar os efeitos da redução do ritmo das exportações para a China após o uso da cota, enquanto a menor disponibilidade de animais tende a limitar a oferta no segundo semestre. Mato Grosso do Sul Em Mato Grosso do Sul, os números apontam para um cenário mais ajustado. Dados acompanhados pela Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso do Sul) mostram que os frigoríficos com inspeção federal abateram 275 mil bovinos em maio, volume praticamente estável em relação a abril, mas 4,8% inferior ao registrado no mesmo mês de 2025. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o estado somou 1,38 milhão de cabeças abatidas, queda de 4,4% na comparação anual. A redução também aparece no abate de fêmeas, que entre janeiro e maio, foram enviadas às indústrias 636,9 mil vacas, retração de 4,3% frente ao mesmo período do ano anterior. A categoria representou cerca de 46% do total abatido no estado. O movimento indica uma menor disponibilidade de animais para processamento, especialmente diante da estratégia de retenção de matrizes observada em parte do ciclo pecuário. Rio Grande do Sul No Rio Grande do Sul, os dados da Fundesa (Fundo de Defesa Sanitária Animal ou Fundo de Desenvolvimento da Agropecuária) mostram uma perda de intensidade na atividade dos frigoríficos ao longo do primeiro semestre. O volume mensal de abates caiu de 171,5 mil cabeças em março para 144,3 mil em junho. A média diária também recuou, passando de 7.966 animais em abril para 6.870 em junho. O cenário gaúcho acompanha uma dinâmica diferente da observada no Centro-Oeste, com menor oferta de animais e ajustes na operação das indústrias diante das condições de mercado. Fonte: CNN Brasil Money – Brasil abate 2,4 milhões de bovinos em junho – 08/07/2026

Faesc reforça importância de antecipar a Declaração do ITR

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) alerta os produtores rurais para o prazo de entrega da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) 2026. As regras para a apresentação da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) 2026 foram publicadas pela Receita Federal na Instrução Normativa RFB nº 2.330, de 22 de junho de 2026. A DITR é obrigatória para pessoas físicas e jurídicas que sejam proprietárias, titulares do domínio útil ou possuidoras de imóvel rural, exceto nos casos de imunidade ou isenção previstos na legislação. O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, recomenda que os produtores organizem antecipadamente os documentos e as informações necessárias para o preenchimento da declaração. Segundo ele, o cumprimento correto da obrigação tributária evita custos adicionais e problemas futuros com a Receita Federal. “É essencial que o produtor rural não deixe a declaração para os últimos dias. A antecipação permite conferir os dados do imóvel, corrigir eventuais inconsistências e buscar orientação técnica quando necessário. O prazo deve ser observado com rigor, pois o atraso gera multa e pode comprometer a regularidade fiscal da propriedade. A atenção às obrigações tributárias também faz parte da boa gestão da atividade rural”, frisa Pedrozo. Após o vencimento do prazo, o contribuinte fica sujeito à multa de 1% ao mês-calendário, ou fração de mês de atraso, calculada sobre o valor total do imposto devido. Como preencher a DITR Neste ano, a declaração poderá ser preenchida e transmitida pelo serviço digital Minhas Declarações do ITR, disponível na área de Imóveis do Portal de Serviços da Receita Federal. A plataforma permite o envio da declaração pela internet, sem necessidade de instalação de programa, e pode ser acessada tanto por computador quanto por dispositivos móveis. Conforme a Receita Federal, o sistema oferece funcionalidades como recuperação automática de dados cadastrais, agrupamento das declarações de imóveis rurais pertencentes ao mesmo contribuinte e preenchimento de declarações de diferentes exercícios em um único ambiente. O acesso ao serviço é feito por meio da conta gov.br, nos níveis Prata ou Ouro. Já as pessoas físicas proprietárias de imóvel rural com área de até 100 hectares também poderão elaborar a declaração por meio do Programa ITR 2026. Nesse caso, a transmissão poderá ser realizada pelo próprio programa ou pelo Receitanet. A Receita Federal informa, ainda, que caso o contribuinte identifique omissão ou inexatidão após a entrega, poderá apresentar declaração retificadora, desde que antes do início de procedimento de lançamento de ofício. A retificadora substitui integralmente a declaração original. O imposto apurado poderá ser pago em até quatro quotas iguais, mensais e sucessivas, desde que nenhuma seja inferior a R$ 50. Valores inferiores a R$ 100 deverão ser quitados em quota única. A quota única ou a primeira parcela vence em 30 de setembro de 2026. Fonte: Ascom Faesc

Preços do boi gordo seguem firmes; Agrifatto apura aumentos em 7 praças: BA, GO, PA, PR, RJ, SC e TO

Nesta terça-feira (11/8), o mercado físico do boi gordo manteve a firmeza, com elevações nas cotações da arroba em algumas praças brasileiras, informam as consultorias que acompanham diariamente os negócios no setor pecuário. “A oferta restrita de animais terminados continua favorecendo o pecuarista e sustentando a arroba”, ressaltam os analistas da Agrifatto. Pelos dados apurados pela consultoria, entre as 17 regiões monitoradas, os preços da arroba subiram em 7 delas nesta terça-feira: BA, GO, PA, PR, RJ, SC e TO. Nas demais praças, as cotações ficaram estáveis. Segundo levantamento da Scot Consultoria, nesta terça-feira o mercado paulista registrou estabilidade nos preços de todas as categorias terminadas. Com isso, o boi gordo sem padrão-exportação segue cotado em R$ 350/@, enquanto o “boi-China” está valendo R$ 352/@ (valores brutos, no prazo). Do lado comprador, diz a Agrifatto, os frigoríficos brasileiros seguem buscando recompor as escalas e garantir matéria-prima, mas encontram dificuldade para alongar as programações de abate, que permanecem curtas e desconfortáveis, na média nacional, em torno de 6 dias úteis. Segundo a Agrifatto, a redução dos abates em diversas unidades frigoríficas o País reforça o movimento de alta no mercado do boi gordo. “Diante da menor disponibilidade de gado, algumas plantas diminuíram o ritmo de produção ou suspenderam temporariamente os abates, inclusive com concessão de férias”, informa a consultoria, ressaltando que esse movimento limita a oferta de carne e contribui para a sustentação dos preços. No mercado futuro, os contratos do boi gordo fecharam o pregão de segunda-feira (10/8) da B3 em alta. O destaque ficou para o contrato com vencimento em outubro/26 cotado a R$ 356/@, com valorização de 0,78% em relação à sessão anterior.