Carne bovina: saída de China e UE pode elevar oferta interna em até 32%

A saída simultânea da China e da União Europeia do mercado comprador pode provocar uma mudança importante na dinâmica da carne bovina brasileira nos próximos meses. Com menos espaço para as exportações, uma parcela significativa da produção destinada ao exterior poderá permanecer no mercado interno, aumentando a disponibilidade de carne no País. Estudo da Agrifatto estima que, no período mais crítico, a oferta de carne bovina no mercado interno pode aumentar em até 32%. O impacto ganha ainda mais relevância diante da dificuldade de redirecionar esse volume para outros destinos, mesmo com o crescimento das compras de países como Estados Unidos, Argentina e Uruguai. Para o pecuarista, o cenário acende um alerta para o mercado do boi gordo. O aumento da oferta doméstica de carne bovina pode limitar a reação dos preços da arroba justamente em um momento de menor disponibilidade de animais terminados e de expectativa de valorização associada à virada do ciclo pecuário. Fonte: Portal DBO – Carne bovina: saída de China e UE pode elevar oferta interna – 14/08/2026

Abate de bovinos atingiu 10 milhões de cabeças no 1º trim./26

Mato Grosso continua liderando o abate de bovinos, com 17,5% da participação nacional, seguido por São Paulo (11,6%), Goiás (9,2%) e Pará (9,1%). No 1° trimestre de 2026 foram abatidas 10,29 milhões de cabeças de bovinos, alta de 3,3% em comparação com o mesmo período de 2025. Já na relação com o 4º trimestre de 2025, houve redução de 6,9%. O abate de suínos foi de 15,27 milhões de cabeças no 1° trimestre de 2026, com aumento de 5,5% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e leve redução de 0,1% em comparação ao 4° trimestre de 2025. Em relação ao abate de frangos, foram 1,71 bilhão de cabeças, resultado 3,6% superior ao obtido no trimestre equivalente do ano anterior, mas 0,5% menor em relação ao verificado no 4º trimestre de 2025. Esse foi o melhor resultado do abate de bovinos, suínos e frangos para um 1° trimestre na série histórica (iniciada em 1997). Os dados são das Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha para o 1º trimestre de 2026, divulgados nesta terça-feira (16/6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o gerente de Pecuária do IBGE, Octávio Oliveira, o abate de fêmeas teve destaque neste trimestre de 2026. “O setor de bovinos foi marcado pelo maior volume de abate e produção de carcaças em um primeiro trimestre. A participação de fêmeas no abate teve um aumento superior à de machos e atingiu o recorde de 49,9%. Este comportamento significa a retomada do crescimento do abate de fêmeas, após dois trimestres sucessivos de queda”, explicou. A produção de 2,63 milhões de toneladas de carcaças bovinas, no 1º trimestre de 2026, consistiu em um incremento de 5,1% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e queda de 10,3% em relação ao apurado no 4º trimestre de 2025. Entre as Unidades da Federação, Mato Grosso continua liderando o abate de bovinos, com 17,5% da participação nacional, seguido por São Paulo (11,6%), Goiás (9,2%) e Pará (9,1%). Aquisição de couro apresenta estabilidade Os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro – aqueles que efetuam curtimento de pelo menos 5.000 unidades inteiras de couro cru bovino por ano – declararam ter recebido 10,75 milhões de peças inteiras de couro cru bovino no 1º trimestre de 2026. Essa quantidade representa estabilidade em comparação à registrada no 1º trimestre de 2025 e uma queda de 3,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Goiás lidera entre as de Unidades da Federação que receberam peças de couro cru para processamento, com 19,0% da participação nacional, seguido por Mato Grosso (16,8%) e Mato Grosso do Sul (12,1%). Abate de suínos aumenta 5,5% O abate de suínos somou 15,27 milhões de cabeças no 1° trimestre de 2026, representando um aumento de 5,5% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e leve redução de 0,1% em comparação ao 4° trimestre de 2025. Santa Catarina continua liderando o abate de suínos, com 28,1% da participação nacional, seguido por Paraná (20,9%) e Rio Grande do Sul (17,8%). O peso acumulado das carcaças registrou 1,43 milhão de toneladas no 1º trimestre de 2026, aumento de 6,9% em relação ao 1º trimestre de 2025 e de 1,0% em comparação com o trimestre imediatamente anterior. Abate de frangos é de 1,71 bilhão de cabeças No 1º trimestre de 2026, foram abatidas 1,71 bilhão de cabeças de frango. Esse resultado foi 3,6% superior ao obtido no trimestre equivalente do ano anterior e teve redução de 0,5% em relação ao verificado no 4º trimestre de 2025. Entre as Unidades da Federação, Paraná ainda lidera amplamente o abate de frangos, com 35,0% da participação nacional, seguido por Santa Catarina (13,3%), Rio Grande do Sul (11,8%) e logo em seguida São Paulo (10,9%). O peso acumulado das carcaças foi de 3,73 milhões de toneladas no 1º trimestre de 2026. Esse total representa acréscimos de 6,9% em relação ao 1º trimestre de 2025 e de 2,2% frente ao trimestre imediatamente anterior. Fonte: Agência de Notícias IBGE

Brasil abate 2,4 milhões de bovinos em junho com liderança de Mato Grosso

O ritmo de abates bovinos permaneceu elevado no Brasil em junho de 2026, segundo dados do SIGSIF (Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal), do Ministério da Agricultura. O levantamento indica que os frigoríficos registrados no SIF (Serviço de Inspeção Federal) abateram 2,44 milhões de bovinos no mês em todo o país. A liderança nacional ficou com Mato Grosso, que concentrou o maior volume de animais enviados às indústrias, com 551,7 mil cabeças abatidas. Na sequência aparecem Goiás, com 301,8 mil animais, e Mato Grosso do Sul, com 286,2 mil cabeças. Entre os principais polos produtores, São Paulo ocupou a quarta posição, com 265,9 mil bovinos abatidos em junho, seguido por Rondônia, com 257,6 mil animais, e Pará, com 220,9 mil cabeças.Play Video Somados, Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul responderam por mais de 1,13 milhão de bovinos abatidos em junho, quase metade do volume nacional registrado pelo sistema federal. Apesar do ritmo elevado em nível nacional, os dados dos institutos estaduais mostram que a dinâmica da pecuária tem apresentado comportamentos diferentes entre as regiões. Enquanto Mato Grosso registra uma oferta histórica de animais para as indústrias, estados como Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul apresentam sinais de desaceleração. Mato Grosso Em Mato Grosso, principal estado produtor de carne bovina do país, o cenário é de forte atividade industrial. Segundo levantamento do IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), o estado registrou 3,65 milhões de bovinos abatidos entre janeiro e junho de 2026, alta de 3,58% em relação ao mesmo período do ano passado e o maior volume já contabilizado para um primeiro semestre. O avanço foi puxado principalmente pelos machos, em que os abates dessa categoria cresceram 13,05% na comparação anual, chegando a 1,81 milhão de animais. Já o volume de fêmeas recuou 4,26%, para 1,85 milhão de cabeças. Segundo o Imea, o movimento indica uma mudança na dinâmica do ciclo pecuário, com menor participação de matrizes no abate e maior disponibilidade de animais terminados neste momento. O instituto também aponta que a demanda internacional, especialmente da China, contribuiu para manter a disputa das indústrias pela compra de gado pronto. O Instituto Mato-Grossense destacou que a antecipação de embarques antes do preenchimento da cota tarifária chinesa aumentou a demanda por animais no primeiro semestre. Para os próximos meses, porém, o mercado deve acompanhar os efeitos da redução do ritmo das exportações para a China após o uso da cota, enquanto a menor disponibilidade de animais tende a limitar a oferta no segundo semestre. Mato Grosso do Sul Em Mato Grosso do Sul, os números apontam para um cenário mais ajustado. Dados acompanhados pela Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso do Sul) mostram que os frigoríficos com inspeção federal abateram 275 mil bovinos em maio, volume praticamente estável em relação a abril, mas 4,8% inferior ao registrado no mesmo mês de 2025. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o estado somou 1,38 milhão de cabeças abatidas, queda de 4,4% na comparação anual. A redução também aparece no abate de fêmeas, que entre janeiro e maio, foram enviadas às indústrias 636,9 mil vacas, retração de 4,3% frente ao mesmo período do ano anterior. A categoria representou cerca de 46% do total abatido no estado. O movimento indica uma menor disponibilidade de animais para processamento, especialmente diante da estratégia de retenção de matrizes observada em parte do ciclo pecuário. Rio Grande do Sul No Rio Grande do Sul, os dados da Fundesa (Fundo de Defesa Sanitária Animal ou Fundo de Desenvolvimento da Agropecuária) mostram uma perda de intensidade na atividade dos frigoríficos ao longo do primeiro semestre. O volume mensal de abates caiu de 171,5 mil cabeças em março para 144,3 mil em junho. A média diária também recuou, passando de 7.966 animais em abril para 6.870 em junho. O cenário gaúcho acompanha uma dinâmica diferente da observada no Centro-Oeste, com menor oferta de animais e ajustes na operação das indústrias diante das condições de mercado. Fonte: CNN Brasil Money – Brasil abate 2,4 milhões de bovinos em junho – 08/07/2026

Abates de bovinos, suínos e frangos cresceram no segundo trimestre de 2026

O abate de bovinos somou 10,72 milhões de cabeças no país no segundo trimestre de 2026, aumento de 1,3% ante igual período de 2025. Os dados são das “Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro, e da Produção de Ovos de Galinha: Primeiros resultados para o segundo trimestre de 2026”, divulgadas nesta quarta-feira (19/8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, houve crescimento de 4,2%. O abate de bovinos resultou em 2,76 milhões de toneladas de carcaças, uma alta de 3% em relação ao segundo trimestre de 2026 e aumento de 4,7% em relação ao primeiro trimestre de 2026. A aquisição de couro, por sua vez, avançou 1,9% no segundo trimestre de 2026, ante segundo trimestre de 2025, para 10,96 milhões de peças inteiras de couro. Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, esse número indica aumento na mesma magnitude de 1,9% do volume recebido pelos curtumes. Os dados vêm de instalações que efetuam curtimento de pelo menos 5.000 unidades inteiras de couro cru bovino por ano. Suínos O abate de suínos cresceu 3,2% no segundo trimestre de 2026, ante igual trimestre de 2025, para 15,58 milhões de cabeças. Na comparação com o primeiro trimestre do ano, houve aumento de 2%. O peso acumulado das carcaças de suínos chegou a 1,49 milhão de toneladas no segundo trimestre, com crescimento de 4,8% em relação a igual período de 2025 e de 4,5% ante o primeiro trimestre. Frangos O número de frangos abatidos somou 1,69 bilhão de aves no segundo trimestre de 2026, o que representou aumento de 2,8% em relação a igual período de 2025. Frente ao primeiro trimestre do ano, no entanto, foi registrado recuo de 1,2%. O peso acumulado das carcaças foi de 3,74 milhões de toneladas no segundo trimestre, com expansão de 5,1% em relação a igual período de 2025 e de 0,1% ante o primeiro trimestre. Fonte: Globo Rural – Abates de bovinos, suínos e frangos cresceram no segundo trimestre – 19/08/2026

Touros Nelore CEIP saem à média de R$ 17.107 no “28º Megaleilão CFM”

Um dos mais tradicionais leilões do Brasil envolvendo reprodutores da raça Nelore foi realizado na tarde de 6 de agosto de 2026, no Espaço Terra Nova Eventos, em Campo Grande (MS): o “28º Megaleilão CFM”. Promovido pela Agro-Pecuária CFM, o clássico remate ofertou ao mercado nacional os exemplares da cabeceira da geração 2024 com Certificado Especial de Produção e Identificação (CEIP). Com pista ágil, a liquidez foi total. As negociações reuniram 466 touros genotipados, com exame andrológico, prontos para o serviço a pasto e avaliados desde o nascimento para ganho de peso, fertilidade, precocidade sexual e características de carcaça. No balanço final, a movimentação financeira atingiu R$ 7,9 milhões, apontando preço médio geral de R$ 17.107. Foram às compras 50 investidores, distribuídos pelos estados de MS, MT, GO, TO, SP, MG, PA, RN, PR e BA. A Central Leilões (Araçatuba, SP) organizou o pregão presencial e virtual, que teve transmissão pelo Canal do Boi. As captações dos lances no recinto foram alternadas entre os leiloeiros rurais Adriano Barbosa e João Campo. Pagamentos: 14 parcelas. Acompanhe os resultados dos principais pregões de todo o Brasil no Jornal de Leilões e consulte nossa Agenda de Leilões para conferir os próximos eventos

Faesc reforça importância de antecipar a Declaração do ITR

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) alerta os produtores rurais para o prazo de entrega da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) 2026. As regras para a apresentação da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) 2026 foram publicadas pela Receita Federal na Instrução Normativa RFB nº 2.330, de 22 de junho de 2026. A DITR é obrigatória para pessoas físicas e jurídicas que sejam proprietárias, titulares do domínio útil ou possuidoras de imóvel rural, exceto nos casos de imunidade ou isenção previstos na legislação. O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, recomenda que os produtores organizem antecipadamente os documentos e as informações necessárias para o preenchimento da declaração. Segundo ele, o cumprimento correto da obrigação tributária evita custos adicionais e problemas futuros com a Receita Federal. “É essencial que o produtor rural não deixe a declaração para os últimos dias. A antecipação permite conferir os dados do imóvel, corrigir eventuais inconsistências e buscar orientação técnica quando necessário. O prazo deve ser observado com rigor, pois o atraso gera multa e pode comprometer a regularidade fiscal da propriedade. A atenção às obrigações tributárias também faz parte da boa gestão da atividade rural”, frisa Pedrozo. Após o vencimento do prazo, o contribuinte fica sujeito à multa de 1% ao mês-calendário, ou fração de mês de atraso, calculada sobre o valor total do imposto devido. Como preencher a DITR Neste ano, a declaração poderá ser preenchida e transmitida pelo serviço digital Minhas Declarações do ITR, disponível na área de Imóveis do Portal de Serviços da Receita Federal. A plataforma permite o envio da declaração pela internet, sem necessidade de instalação de programa, e pode ser acessada tanto por computador quanto por dispositivos móveis. Conforme a Receita Federal, o sistema oferece funcionalidades como recuperação automática de dados cadastrais, agrupamento das declarações de imóveis rurais pertencentes ao mesmo contribuinte e preenchimento de declarações de diferentes exercícios em um único ambiente. O acesso ao serviço é feito por meio da conta gov.br, nos níveis Prata ou Ouro. Já as pessoas físicas proprietárias de imóvel rural com área de até 100 hectares também poderão elaborar a declaração por meio do Programa ITR 2026. Nesse caso, a transmissão poderá ser realizada pelo próprio programa ou pelo Receitanet. A Receita Federal informa, ainda, que caso o contribuinte identifique omissão ou inexatidão após a entrega, poderá apresentar declaração retificadora, desde que antes do início de procedimento de lançamento de ofício. A retificadora substitui integralmente a declaração original. O imposto apurado poderá ser pago em até quatro quotas iguais, mensais e sucessivas, desde que nenhuma seja inferior a R$ 50. Valores inferiores a R$ 100 deverão ser quitados em quota única. A quota única ou a primeira parcela vence em 30 de setembro de 2026. Fonte: Ascom Faesc

Preços do boi gordo seguem firmes; Agrifatto apura aumentos em 7 praças: BA, GO, PA, PR, RJ, SC e TO

Nesta terça-feira (11/8), o mercado físico do boi gordo manteve a firmeza, com elevações nas cotações da arroba em algumas praças brasileiras, informam as consultorias que acompanham diariamente os negócios no setor pecuário. “A oferta restrita de animais terminados continua favorecendo o pecuarista e sustentando a arroba”, ressaltam os analistas da Agrifatto. Pelos dados apurados pela consultoria, entre as 17 regiões monitoradas, os preços da arroba subiram em 7 delas nesta terça-feira: BA, GO, PA, PR, RJ, SC e TO. Nas demais praças, as cotações ficaram estáveis. Segundo levantamento da Scot Consultoria, nesta terça-feira o mercado paulista registrou estabilidade nos preços de todas as categorias terminadas. Com isso, o boi gordo sem padrão-exportação segue cotado em R$ 350/@, enquanto o “boi-China” está valendo R$ 352/@ (valores brutos, no prazo). Do lado comprador, diz a Agrifatto, os frigoríficos brasileiros seguem buscando recompor as escalas e garantir matéria-prima, mas encontram dificuldade para alongar as programações de abate, que permanecem curtas e desconfortáveis, na média nacional, em torno de 6 dias úteis. Segundo a Agrifatto, a redução dos abates em diversas unidades frigoríficas o País reforça o movimento de alta no mercado do boi gordo. “Diante da menor disponibilidade de gado, algumas plantas diminuíram o ritmo de produção ou suspenderam temporariamente os abates, inclusive com concessão de férias”, informa a consultoria, ressaltando que esse movimento limita a oferta de carne e contribui para a sustentação dos preços. No mercado futuro, os contratos do boi gordo fecharam o pregão de segunda-feira (10/8) da B3 em alta. O destaque ficou para o contrato com vencimento em outubro/26 cotado a R$ 356/@, com valorização de 0,78% em relação à sessão anterior.

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