Nesta terça-feira (11/8), o mercado físico do boi gordo manteve a firmeza, com elevações nas cotações da arroba em algumas praças brasileiras, informam as consultorias que acompanham diariamente os negócios no setor pecuário.
“A oferta restrita de animais terminados continua favorecendo o pecuarista e sustentando a arroba”, ressaltam os analistas da Agrifatto.
Pelos dados apurados pela consultoria, entre as 17 regiões monitoradas, os preços da arroba subiram em 7 delas nesta terça-feira: BA, GO, PA, PR, RJ, SC e TO. Nas demais praças, as cotações ficaram estáveis.
Segundo levantamento da Scot Consultoria, nesta terça-feira o mercado paulista registrou estabilidade nos preços de todas as categorias terminadas.
Com isso, o boi gordo sem padrão-exportação segue cotado em R$ 350/@, enquanto o “boi-China” está valendo R$ 352/@ (valores brutos, no prazo).
Do lado comprador, diz a Agrifatto, os frigoríficos brasileiros seguem buscando recompor as escalas e garantir matéria-prima, mas encontram dificuldade para alongar as programações de abate, que permanecem curtas e desconfortáveis, na média nacional, em torno de 6 dias úteis.
Segundo a Agrifatto, a redução dos abates em diversas unidades frigoríficas o País reforça o movimento de alta no mercado do boi gordo.
“Diante da menor disponibilidade de gado, algumas plantas diminuíram o ritmo de produção ou suspenderam temporariamente os abates, inclusive com concessão de férias”, informa a consultoria, ressaltando que esse movimento limita a oferta de carne e contribui para a sustentação dos preços.
No mercado futuro, os contratos do boi gordo fecharam o pregão de segunda-feira (10/8) da B3 em alta. O destaque ficou para o contrato com vencimento em outubro/26 cotado a R$ 356/@, com valorização de 0,78% em relação à sessão anterior.